ÂNGELOMARCOSMARDENNEIMAR

               

BIOGRAFIA 

André Luz (1974-     )

Pastor, Cantor, Filho de Daniel e Edit Luz, Nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, região onde exerce o minstério.

      Estudou Teologia no UNASP; e na “Universidad Adventista de Chile”, além da teologia, estudou técnica vocal.

      Gravou o primeiro CD com o q. Athus (O Amor que Pode Tudo), em 1994.

            Em 26 de outubro de 1997 casou-se com Francisca, e tem dois filhos: André  e  Guilherme.

      Sua apreciação e talento musical, certamente se devem à sua mãe, que cantava em grupos na Igreja Adventista, onde frequentavam, e a seu pai que cantava em quartetos e no coro da OSPA no Rio Grande do Sul.

 

ENTREVISTA

(A) Qual as primeiras influencias musicais na sua infância, na adolecência, o que gostava de escutar... A influencia de seus pais...  -  

Pr. André - Venho de uma família que aprecia a música. Meu pai, no final da adolescência, descobriu que podia cantar baixo e, desde então, cantou em quartetos da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Minha mãe, muito afinada, nunca participou de grupos musicais, mas fazia todas as lides domésticas cantarolando, na maioria das vezes, um louvor a Deus. Eu cresci neste ambiente musical. Meu avô comprou um LP do quarteto Heritage da década de 70. Eu fiquei fascinado!

Tive, também, o privilégio de ter como pastor, o Pr. Dermival dos Reis. Ele havia gravado com o Quarteto Inspirasom de São Paulo. O Pr. Dermival era “viciado” nos quartetos King’s Heralds e Arautos do Rei. Montou um quarteto na igreja (Redenção), onde ele cantava o 1 tenor e o meu pai o baixo. Passamos a conviver bastante. As vezes eu assistia aos ensaios. Ele nos emprestava LPs e Fitas K-7. É difícil conviver com um viciado em quartetos e não pegar o vício. Logo eu estava apaixonado por quartetos. Escutava principalmente King’s Heralds, Quarteto Inspirasom, Arautos do Rei, Heritage Singers e Mensageiros do Rei. Essa foi minha influência musical na adolescência! Mais tarde, o Pr. Dermival integrou o quarteto Arautos do Rei..

(A) Quando começou a cantar?  

Pr. André - A igreja que eu freqüentava (Bairro Sarandí, em Porto Alegre) dava muita oportunidade para as crianças. As professoras amavam música. Por isto, desde cedo, participei de coraizinhos e conjuntos infantis. Lembro que com 4 anos de idade, fiz um dueto com meu pai na igreja. Lembro até da música: “Encanto sem igual”. Aos 8 ou 9 anos, cantei num grupo de crianças (Harmoni) montado pelas professoras Vilma e Márcia (muito legal!). Seria injusto se não mencionasse a Escola Adventista, onde sempre estudei. Sempre participei dos corais e eventos musicais da escola. Quando tinha 12 anos, com mais três amigos da igreja, montamos um quarteto (Júbilo). Em seguida, aos 16 anos, fui convidado para cantar baixo em um bom grupo da minha igreja (Grupo Adoração). Com 17 anos fui fazer Teologia no IAE. Lá segui cantando em quartetos.

(A) Quando sua voz passou a ser baixo? 

Pr. André - Bom... Quase respondi essa pergunta na resposta anterior. Com 12 anos eu queria muito cantar baixo, porque meu pai canta baixo. Aliás, um dos melhores baixos que já ouvi! Montamos um quarteto de adolescentes no qual eu fazia o baixo. Mas até o primeiro tenor ia mais grave que eu. Eu me frustrava com isso. Entre 14 e 15 anos minha voz começou a mudar e ficar mais grave. Aos 16 anos eu já tinha certeza que minha voz também era “baixo”. Depois, quando conheci o Neimar, essa certeza foi gradativamente diminuindo, rsrsrsrsrsrs!


(A)  Em que lugares vc morou, e as influencias musicais desses meios onde você esteve?   -   Pr. André -
Até 1992 morei em Porto Alegre. Fui influenciado, como disse anteriormente, pelo que eu ouvia: King’s Heralds, Heritage Quartet, Arautos do Rei, Quarteto Inspirasom, Quarteto Mensageiros do Rei, Hokeral 7, entre outros. Posteriormente comecei a gostar muito de Gaither Vocal Band, Sandi Patti, Steve Green, Grupo Integração, Grupo VP, Prisma e Carisma (bons tempos!).  Em 1992 fui para o IAE (hoje UNASP). Lá passei a ouvir outros grupos e quartetos internacionais como Cathedral’s e Gold City Quartet. Nesta época, a música adventista sofreu uma grande e positiva influência do maestro Lineu Soares especialmente com o grupo Tom de Vida e Coral Jovem do IASP. Essas músicas embalaram a vida de muitos nos colégios internos, inclusive a minha! Em 1993 chegaram no IAE o Ângelo e o Fábio Meireles. Ali iniciamos uma grande amizade e, certamente, essa amizade foi uma das maiores influências que recebi em termos de música!


(A) Em quais grupos mais conhecidos vc cantou, em quais vc gravou, e quando?     

Pr. André - O grupo mais conhecido que cantei foi o Quarteto Athus, o qual tive o privilégio de iniciar junto com Ângelo Meireles e onde permaneci por 4 anos. Mas cantei também em grupos importantes como o Grupo Adoração de Porto Alegre e Coral Universitário do IAE. Fora estes, cantei em outros quartetos. Atualmente canto no Quarteto Farol, quarteto composto por outros dois pastores e um professor da Escola Adventista. Estou no Farol desde o seu início. Já passaram por esse quarteto, alguns cantores mais conhecidos como Dermival dos Reis (Depois de sair do Arautos), Paulo Reis (Ministry) com uma participação muito especial além de Gilialdo Barreto, Zênio Ramos e Jabes Salcedo. Dos grupos que cantei, os que gravaram foram Athus e Farol. O Coral do IAE gravou depois que eu saí.


(A) O que é ministério de música, pra vc?     

Pr. André - A palavra ministério denota missão. Nossa missão como cristãos é anunciar, a quantos pudermos, que breve Jesus voltará (Apoc 14). Ministério da música está além do louvor. Louvar é agradecer a Deus. Ministério é trabalho, missão, transpiração, abnegação e, muitas vezes, sofrimento.   Hoje, infelizmente, muitos querem se mostrar através da música de Cristo, mas não mostrar a Cristo através da música.. Para exercer o ministério da música, acima de tudo, é necessário o amor pelas almas pelas quais Cristo morreu. Todas elas. Em todos os lugares. Ministério da música não é só cantar ou tocar. É pregar através da música. Não é só performance ou técnica. É olhar nos olhos dos ouvintes orando para que o Espírito Santo atinja os seus corações. É cantar em um quarto de hospital com o mesmo prazer de quando se canta em um grande evento. Ministério da música é estar a disposição de Cristo e de sua igreja. É utilizar os dons que o Mestre deu, para abreviar Sua volta. O ministério da música pode ser exercido profissionalmente ou voluntariamente. Louvo a Deus pelo ministério da música exercido em tempo integral e profissionalmente pelo Quarteto Athus.


(A) O Que é cantar, pra vc?   -  

Pr. André - É transformar em emoção as preciosas verdades do evangelho. É uma forma de louvar a Deus e nos unir aos anjos nessa atividade (mesmo que não os escutemos). É usar a mais poderosa forma de pregar, já que o canto une a emoção da música e da poesia ao racionalismo lógico e impressionante das idéias. Para mim só existem três motivações para cantar: Agradecer a Deus (Louvor), pregar o Evangelho (ministério da Música) e celebrar o amor. Viver sem cantar, para mim, sem dúvida, seria um martírio.


(A) Fale sobre a experiência de cantar no quarteto Athus.  

Pr. André - Foi sem dúvida, minha experiência musical mais marcante, do ponto de vista musical e emocional. Em 1993 convidei o Ângelo para formar um quarteto. Em algum tempo mais Jéfferson Fuckner e Deco integraram o grupo. Éramos muito jovens. Não tínhamos dinheiro nem experiência. Ninguém apostava no quarteto. Mesmo assim, depois de 8 meses do primeiro ensaio gravamos o CD “O Amor Que Pode Tudo”. Fizemos empréstimos para custear as gravações e tínhamos que vender os CDs para saudar as dívidas. Mesmo assim nunca nos afastamos do ideal de levar a mensagem da salvação através da música. Cantávamos quase todos os dias e sempre estávamos cantando: no carro, nos restaurantes, caminhando pela rua...

O que sempre me impressionava era o fato de Deus usar a nós do quarteto para proclamar Sua mensagem. Sempre tivemos a certeza de que éramos dirigidos por Deus. Vimos muitos corações serem transformados pelo poder do Espírito Santo. O amor por Deus e o desejo de levar Seu amor através da música nos unia. Nos tornamos muito mais que amigos. Formamos muito mais que um quarteto. Éramos e somos uma família. Aprendemos muito. Rimos muito. Sofremos e sonhamos juntos.

Quando saí do Athus, senti um dos maiores abalos emocionais da minha vida. Todas as noites, durante um ano, eu sonhava que estava voltando para o quarteto. Quando eu acordava e via que era só um sonho, vinha a tristeza e a saudade. Perdi a conta de quantas vezes chorei de saudade. Hoje tenho a satisfação de ver o Ângelo conduzir este quarteto e desenvolver este ministério de forma alegre, entusiasta, séria e responsável, ao lado de Neimar, Marden e o Fred. Tenho sempre um grande orgulho ao dizer que fiz, e ainda faço parte deste time.

(A) Lembra de alguma coisa engraçada que aconteceu no Athus? 

Pr. André - Muitas coisas. Uma delas foi quando estávamos caminhando na rua e passou, do outro lado, um senhor calvo, parecido com George Younce, o lendário baixo do Cathedral’s Quartet. O Ângelo sabia que se tratava apenas de um sósia, mas para provocar risos, saiu desesperado e, com um papel e caneta, correu atrás do dito cavalheiro, e lhe suplicou um autógrafo e uma pose para fotografia. O cavalheiro tentou explicar que o Ângelo estava equivocado, que estava sendo confundido. Mesmo assim, o Ângelo não deixou o ancião ir embora enquanto esse não lhe deu um autógrafo. Rimos muito!


(A) Recorda alguma experiência espiritual do tempo em que vc cantou no q. Athus? 

Pr. André - Muitas experiências. Mas me marcou muito o fato de que, em todas as segundas feiras, cantávamos em alguma clínica ou asilo. Era emocionante ver os pacientes tão agradecidos porque quatro jovens se dispuseram a ir até eles compartilhar a mensagem da salvação em Cristo Jesus.


(A) Que recado vc daria aos que estão no minstério da música

Pr. André - Três recados:

1. Não existe ministério sem amor a Deus e amor pelas almas pelas quais Cristo morreu. Portanto, ame a Deus. Passe tempo com Ele. Fale com Ele. Ame também o próximo. Sorria, abrace as pessoas, se interesse por elas!

2. A música é um dos maiores instrumentos de PREGAÇÃO, logo, um ministro da música é objeto do ódio de Satanás. Ele vai tentar freiar você e vai usar armas como: Dificuldades financeiras, críticas, desânimo, orgulho próprio, dificuldades na família, etc. Mas NUNCA DESANIME.  Lembre-se: Você é objeto do amor de Deus que é maior que qualquer coisa. Esteja com Ele. Dependa dEle. Dedique tempo à oração, estudo da Bíblia e jejum. Tenha uma fé viva e prática. Consagre-se cada dia ao Senhor.

3. Aperfeiçoe-se musicalmente dentro da sua área. Desenvolva seu talento. Estude. Não estacione tecnicamente. Deus merece o melhor!

 

 

 

 

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